Conhecendo a região do Dão de botins nos pés

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Aproveitando este solzinho e tendo em vista fugir da agitação desta época do ano, resolvi calçar os botins e ir visitar uma quinta vínica. Visto que a moda dos vinhos pegou e Portugal está cada vez mais, a ter vinhos mundialmente conhecidos, a melhor forma de opinar e  compreender como se fazem estes néctares.

Conhecendo um pouco do vinho do Dão

Juntei a família, alugamos um carro no aeroporto do Porto e lá fomos por essas estradas fora até Viseu, zona dos vinhos do Dão. Após visita muito didática e elucidativa á adega, onde nos foi explicado pequenas bases de fabricação de vinho, e pequenos truques para provar corretamente um vinho. De acordo com as minhas sensações penso que os posso caracterizar como, elegantes e de sabor complexo e requintado.

A casta touriga Nacional, é usada nas demais regiões vitivinícolas de Portugal, é a rainha das uvas tintas, mas o Dão é conhecido como o berço da Touriga Nacional, aqui a casta desenvolve todas as qualidades organoléticas, talvez devido ao microclima da região.

Quinta Vínicula no Dão

Conhecendo os Olivais do Dão

Mas, nem só o vinho dá história ao Dão, quando percorria as vinhas da quinta, não passou nada despercebidos os magníficos Olivais que estavam em redor da quinta, muitos deles pertencentes á respetiva quinta. Estes suscitaram o meu interesse, e então com muita amabilidade por parte do staff da quinta, deram-nos a conhecer o Olival, a variedade predominante é uma variedade milenar que confere ao azeite características organoleticas únicas, a variedade Galega.

Depois de percorrer os 7ha de Olival, passamos igualmente a uma prova de azeite, inicialmente recusei, pois não imaginava beber azeite, mas a curiosidade foi maior, e sinceramente gostei bastante.

Provas de Vinho e Azeite

A prova de azeites bem como a prova de vinhos seguem os mesmos passos, á excepção da visão, pois na prova de azeites o copo de degustação é de cor, para não ser perceptível a cor do azeite, pois a cor não simboliza qualidade, assim todos os nossos órgãos de sensação são necessários para uma correta prova. Pode saber mais sobre o vinho do Dão em http://www.cvrdao.pt

A primeira a ser usada em uma prova vínica é a sensação visual esta é responsável por visualizar a cor do vinho, a sua viscosidade e limpidez. Em seguida entram as sensações olfativas, estas são responsáveis por captar todos os aromas presentes tanto no vinho bem como no azeite. No vinho as principais sensações são de frutos vermelhos, frutos secos, especiarias.estas são as sensações positivas, relativamente a sensações negativas temos suor de cavalo e o defeito mais conhecido que á o de rolha. No que respeita o azeite a sensação olfato, também é responsável por caraterizar os aromas do azeite, erva verde casaca de banana, folha de oliveira, folha de tomateiro são aromas positivos, alguns aromas negativos são cheiro a ranço, mofo, tulha.

A sensação táctica é a antepenúltima sensação a ser utilizada, cuidadosamente devemos mexer os copos de degustação para ativar as carateristicas do produto em prova, no caso da prova de azeite, deve-se colocar um vidro de relógio sobre o copo, para não se perder os aromas, seguidamente volta-se a cheirar e a registar se mantiveram ou se apareceram novos aromas.

Por fim, segue-se para a sensação gustativa, após o liquido entrar na cavidade bocal, devemos fazê-lo passar por toda a boca, deve-se bocejar e de seguida colocar o liquido em cuspideiras apropriadas. Uma das características positivas tanto de azeite como de vinho é a persistência, ou seja, a predominação do sabor dentro da boca.

No caso do azeite um aspeto muito importante é se o azeite é picante e amargo, estas características são bastantes importantes se estiverem em harmonia, ou seja, proporções simétricas.

A sensação auditiva, não interfere para classificar um vinho/azeite, assim sendo e segundo dizem os antepassados a palavra “txim, txim” e o respetivo brinde com o bater dos copos, foi feito de modo a todos as nossas sensações entrem na análise sensorial do vinho e do azeite.

Em suma para uma correta prova de vinho devemos:

  1. olhar
  2. cheirar
  3. mexer
  4. cheirar
  5. provar

Na prova de azeite a sequência difere um pouco, devemos:

  1. Cheirar
  2. mexer
  3. cheirar
  4. provar

Foi sem dúvida uma experiência única, e a repetir futuramente de certeza.

Desta visita levo muitos conhecimentos, e excelentes nectares para a ceia de Natal na mala.

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