Praia Fluvial de Loriga, Seia – Praia selvagem raínha da Serra da Estrela

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A vila de Loriga fica localizada na parte sudoeste do parque natural da Serra da Estrela no curso da Ribeira de Loriga é acessível por rodovia pela N 231 e pela N 338. A praia fluvial situa-se a cerca de 800 m de altitude no meio da vegetação rasteira da Serra da Estrela ao lado da N 231.

As Coordenadas GPS são: Lat. 40° 19′ 38.11″ N (40.327253) Long. 7° 40′ 42.48″ W (-7.678467). Mais abaixo o mapa da localização exata da Praia Fluvial.Praia Fluvial de Loriga

Esta praia fluvial é única pois está situada num vale num vale glaciário e por isso as suas águas são puras e cristalinas, mas como é normal bastante frias para tomar banho.

A praia fluvial da Loriga tem diversas infra-estruturas e é uma praia fluvia de qualidade de ouro entre outras distinções que tem. Aqui tem a lista do que pode encontrar na praia fluvial da Loriga.Praia da Loriga

  • Parque de Estacionamento (pouca capacidade)
  • Estacionamento Adaptado
  • Posto de Primeiros Socorros
  • Bar
  • WC
  • Parque Infantil
  • Parque de Merendas
  • Acesso pedonal á zona de Banhos
  • Placards Informativos da Zona e Região
  • Água Potável
  • Área de Banhos Vigiada
  • Nadador(s) Salvador(es)
  • Ponte Romana
  • Paragem Autocarros
  • Percursos Pedonais
  • Ecoponto
  • Solário
  • Parque para Bicicletas
  • Posto de Turismo
  • Produtos Artesanais Locais

Mapa da Localização da Praia da Loriga


O que está em falta é um parque de estacionamento com mais capacidade, mais sombras (apesar de ter algumas) e os canos que rodeiam a praia estarem mais escondidos.

Vídeo sobre a Praia Fluvial da Loriga

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Imagens da Praia Fluvial da Loriga e meio envolvente

Mapa Praia Fluvial Loriga

Imagem de banhista em Loriga Zona de Banhos

Ponte Romana
Água Limpa da Ribeira da Loriga
Banhistas na Loriga
Fundo em Pedra e água limpa
Praia Fluvial de Loriga
Água limpa
Açude da Loriga
Zona de Pedras
Saltos para a água
Zona de Merendas
poço de àgua limpinha
Casa de Pedra
Moinho de Pedra
Zona de Giestas
"Monumentos"
Ribeira da Loriga
Canos á mostra
"Monumentos"
Passadiço de Madeira
Água fria da Loriga
Açude da Loriga
Nadadores Salvadores
Parque Infantil da Loriga

Parque Merendas da Loriga

 posto Turismo da Loriga

horário posto Turismo da Loriga
Placa Inauguração posto Turismo da Loriga
Aquicultura Loriga
estrada nacional
Loriga a rainha da Serra da Estrela
Parque de estacionamento
Entrada para a praia
Zona de Sombra
Parque para Bicicletas

Mesas de piquenique

Esplanada Bar praia fluvial Loriga
Parque Infantil praia fluvial Loriga
EsperguiçadeirasBandeiras Praia Fluvial Loriga
Bandeira Verde Praia Fluvial LorigaPlaca Loriga

Info àgua
Proibido Mergulhar
Separar o lixo
Preço do Aluguer de Esperguiçadeiras
WC
Produtos Locais



Vista da serra


Vista da serra
Fonte de àgua
Vista da Serra
Loriga

Placa da Loriga

Placa da Praia Fluvial
Placas da Praia Fluvial

Vale glaciário de Loriga – Um pouco de História

É no vale glaciário de Loriga que se localiza a esta bela praia fluvial. Os vestígios glaciários podem ser observados nas extensas áreas de afloramentos de rocha nua, nas moreias laterais e nos blocos erráticos que pontuam todo este vale.No passado a vegetação destas encostas era formada por densos bosques de carvalho-alvarinho (Quercus robur) e carvalho-negral (O. pyrenaicus), aos quais estavam associados o folhado (Viburnun tínus), o azevinho (IIex aquifolium) e o azereiro (Prunus lusitanicum).

Ocorriam ainda os freixos (Fraxinus angustifolia) e, ao longo dos ribeiros, salgueiros (Salix spp.) e amieiros (Alnus glutinosa). No presente, a vegetação da envolvente da praia, em particular, as zonas de solos pobres e pedregosos, apresenta-se dominada matos de giesteira-das-serras (Cytisus striatus) e giesta-branca (Cytisus muttiflorus). Neste habitat ocorrem ainda espécies herbáceas de relevante valor florístico, nomeadamente, a arméria (Armeria beirana), a cravina-brava (Dianthus lusitanus), Silene acutifolia e Viola langeana.

Nas áreas onde os solos são mais profundos e há abundância de água, as áreas florestais foram derrubadas e surgiram os prados semi-naturais, denominados lameiros, onde pastam rebanhos de ovelhas e cabras e onde se produz feno para alimentar o gado. Estes prados, instalados em socalcos, são irrigados por uma engenhosa rede de levadas, alimentadas pelas águas desviadas da ribeira. Neles ocorrem plantas herbáceas, como a orquídea (Dactylorhyza caramulensis), o trevo-branco (Trifolium repens), os ranúnculos (Ranunculus ficaria e R. repens) e gramíneas, como a erva-lanar (Holcus lanatus) e a erva-molar (H. mollis).

CÓDIGO DE CONDUTA  PRAIA DE LORIGA

As praias fluviais são espaços de lazer e recreio, onde se pretende que qualquer indivíduo usufrua da tranquilidade e possa desfrutar das potencialidades do espaço.

A correta utilização deste espaço público de acesso não condicionado obriga a que todos os que o usam obedeçam a regras simples que garantem a não conflituosidade.

Para que todos os utentes da Praia Fluvial de Loriga, possam ver satisfeitas as suas expectativas, contamos consigo para cumprir as seguintes regras:

  • Esta praia exibe as bandeiras Azul e de Ouro. Estes galardões reflectem a qualidade da água.
  • A praia está dividida em espaços de banhos, solário, bar e outras estruturas de apoio. Deve respeitar esta delimitação e evitar desenvolver atividades diferentes para as quais o espaço foi criado.
  • Nesta praia existe um nadador-salvador. Deve respeitar e cumprir as informações/indicações por ele prestadas.
  • Estão disponíveis no painel informativo do posto de vigia os horários e a área de atuação do nadador-salvador(NS). Os primeiros socorros são prestados pelo NS.
  • Não é permitida a entrada na área de praia de animais de companhia, mesmo quando estes são conduzidos por trela.
  • Não é permitida a circulação de veículos, de qualquer natureza, dentro da área da praia.
  • Não é permitido acampar dentro da área da praia.
  • Não é permitido fazer fogo dentro da área da praia.
  • Existem na área da praia equipamentos para a deposição seletiva de resíduos

PROGRAMA BANDEIRA AZUL PARA AS PRAIAS – DECLARAÇÃO

As entidades signatárias, comprometem-se perante o Operador Nacional a cumprir o Regulamento da Bandeira Azul, designadamente a promover, nos prazos estipulados, o hastear da Bandeira Azul, atribuída à Praia de LORIGA, bem como, caso ocorra alguma das situações previstas naquele Regulamento, a promover de imediato o arriar dessa Bandeira Azul.

Estamos informados que ao Júri Nacional da Bandeira Azul e o Júri Internacional se reserva o direito de recusar ou arriar a Bandeira Azul na praia onde as autoridades locais são responsáveis por violações do regulamento de protecção do ambiente ou procedem de forma discordante em relação aos objectivos e espírito do Programa Bandeira Azul.

Programa da Bandeira Azul da Loriga

PROGRAMA BANDEIRA AZUL

O programa BA, a nível europeu, teve início em 1987, numa iniciativa integrada no Ano Europeu do Ambiente. É a Foundation for Environmental Education (FEE), com o apoio da União Europeia, que promove o Programa Bandeira Azul, com os objectivos de consciencializar para a proteção dos ambientes marinhos e costeiros e promover ações que conduzam à resolução de eventuais problemas ambientais.

A Bandeira Azul é atribuída anualmente às praias e portos de recreio que cumpram um conjunto de critérios ambientais, de segurança, de informação e sensibilização para o desenvolvimento sustentável.
Em Portugal a Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE) coordena 21 entidades da Administração Pública, Central e Regional, bem como Organizações não Governamentais para o Ambiente (ONGA), que constituem o júri nacional. Este estabelece as regras de cada campanha a nível nacional, transpondo os procedimentos e critérios europeus e apoia o Operador Nacional nas reuniões internacionais.

As candidaturas ao galardão são feitas anualmente pelos municípios às Administrações Hidrográficas regionais, que verificam o cumprimento dos critérios e as remetem ao operador nacional. O júri nacional aprova as candidaturas e submete-as ao júri internacional para decisão final de atribuição da bandeira.

Ecossistemas Ribeirinhos da Loriga

ENQUADRAMENTO

As galerias ribeirinhas são formações vegetais que acompanham as margens dos rios e ribeiras, estabelecendo a transição entre os meios aquáticos e terrestres. Nas etapas evoluídas estas comunidades apresentam unia vegetação estruturalmente complexa, onde os estratos herbáceos, arbustivo e arbóreo estão representados e em equilíbrio.

Estas galerias desempenham um conjunto de funções essenciais à manutenção dos habitats e da biodiversidade ribeirinha. Contribuem para a estabilidade das margens e para a regutação de caudais. diminuem o assoreamento nos setores a jusante e realizam uma função depuradora, assegurando a qualidade da agua. Proporcionam abrigo, recurso alimentar e locais de reprodução para numerosas espécies animais, tanto terrestres como aquáticas, constituindo ainda, um meio de dispersão e migração para a fauna e flora.

FAUNA E FLORA

Na praia de Loriga, o leito da ribeira é encaixado e pedregoso, o que aliado às velocidades elevadas de corrente e aos caudais variáveis, dificulta a estabilidade dos solos. Nestes solos húmidos surgem, potencialmente, bosquetes de freixos (Fraxinus angustifolia) e, nas margens ao longo da ribeira, galerias de salgueiros (Salix spp.), sabugueiro (Sambucus nigro), sanguinho (Frangufa alnus) e mais raramente, o azevinho. O estrato herbáceo tem urna composição diversificada, constituindo refúgio para muitas espécies, de entre as quais se destacam a violeta-brava ( Viola riviniono), os narcisos (Narcisus bulbucodium), o jacinto-dos-campos (Hyacinthoides hisponica), o cárice ( Carex elata) e os juncos (Juncos spp.)

Ecossistemas Ribeirinhos da Ribeira da Loriga

Atualmente, a vegetação envolvente à praia fluvial de Loriga, em particular nos solos pobres e pedregosos, apresenta-se dominada por matos de giesteira-das-serras (Cytísus striatus) e giesta-branca (C. multiflorus). Ocorrem, ainda, especies herbáceas de relevante valor florístico, nomeadamente, a arméria (Armería beirana), a cravina-branca (Díanthus fusitanus), Sitene acutifolia e Viola langeana. Nas áreas onde os solos são mais profundos e há abundãncia de água, os bosques foram substituídos por prados semi-naturais, denominados lameiros, onde pastam rebanhos de ovelhas e cabras e se produz feno para alimentar o gado. Estes prados encontram-se, normalmente, instalados em socalcos, sendo irrigados por uma engenhosa rede de levadas, alimentadas peta água desviada da ribeira. Este meio inclui plantas herbáceas como a orquídea (Dactylorhyza caramulensis), o trevo-branco (Trifolium repens), os ranúncutos (Ranunculus ficaria e R. repens) e diversas gramíneas como a erva-lanar (Holcus lanatus) e a erva-molar (H. monis).
Os ambientes aquáticos suportam uma fauna diversificada, que inclui espécies protegidas por convenções internacionais, directivas comunitárias e Legislação nacional De entre as espécies mais características referem-se o tritão-marmoreado (Trituras marmoratus), a rã-verde (Rano perezi), a rã-ibérica (12. iberíca), a cobra-de-água-viperina (Nutri-1x maura), o iagarto-diágua (Lacerta schereiberi), a alvéola-cinzenta (Motacilla cinerae), o metro-d’água (Cindas cinclus), a lontra (Lutra lutra) e a toupeira-d’água (Galemys pyrenaicus), um endemismo exclusivo do noroeste peninsular. A fauna piscícota é pobre estando representada apenas pela truta-de-rio (Salmo trutta fario) e pelo barbo-do-norte (Barbas bocagei) Nas áreas mais abertas a fauna está representada por um conjunto de vertebrados terrestres, de entre os quais se destacam a raposa ( Vulpes vulpes), o coelha (Gryctoiarcus cunícuius), a toupeira (Taipa occidentalis), a águia-de-asa-redonda (Buteo búteo), a perdiz (Alectorís rufo), a ferreirinha-comum (Prunella modularis) e a cia (Emberiza cio), o fura-pastos (Chulddes stríatus), o sardão (Lacerta leoidal e a víbora ( Vivera latastel).

ENQUADRAMENTO BIOFÍSICO VALE RIBEIRA DA NAVEENQUADRAMENTO BIOFÍSICO VALE RIBEIRA DA NAVE

A serra da Estrela é a mais alta montanha de Portugal Continental, separando o Norte e o Sul do país, quer em termos biofísicos, quer em termos de ocupação humana. Este maciço apresenta-se como um planalto extenso cortado por vales profundos, onde o último período glaciário deixou fortes vestígios.

Os efeitos das glaciações convertem Serra da Estrela num espaço singular em termos paisagísticos, biológicos e geológicos. É possível observar vales, lagoas e charcos temporários de origem glaciária, moreias e campos de blocos erráticos, bem como,  afloramentos graníticos imponentes.

PARQUE NATURAL DA SERRA DA ESTRELA

  • Criado pelo decreto-lei ri° 557/76 do 16 do Julho
  • Reserva Biogenética (Conselho da Europa) em Março de 1993
  • Superfície: 101 060 hectares
  • População residente (1991): 43 810 habitantes
  • Altitude: máxima – 1993 metros, mínima – 300 metros

Pela sua massa o altitude – 1993 metros na Torre – a Estrela é a principal montanha portuguesa o sede de meteorologias várias, impressivos vestígios da última glaciação incluindo numerosas lagoas, nascente dos dos Rios Alva, Mondego o Zêzere, verdadeiro castelo de água a dominar as Beiras, pastagens de altitude, turfeiras carvalhais e castinçais, matas e matorrais, pastoreio o agricultura, povoamento essencialmente periférico, casais isolados e exemplos da mais variada arquitectura; local do origem do afamado queijo da serra e solar do cão da serra da estrela, lugar de graves silêncios o excelente mirante do Portugal central,

Chão da Ribeira

  • Altitude – 900 metros
  • Sela – 20 km
  • Gouveia – 40 km
  • Manteigas – 56 km
  • Covilhã – 59 km
  • Celorico da Beira – 62 km
  • Guarda – 87 km

Parque natural serra da Estrela - Chãs da Ribeira

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