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Alguns (muitos) Monumentos em Ruínas em Portugal

Este artigo dá a conhecer alguns monumentos da história de Portugal mas esquecidos no tempo… a cair na degradação á espera de restauro, mas como o país vai, vão mesmo acabar por morrer, todos, ou quase…

Convento de Santa Cruz da Trapa – Solar dos Malafaias

Situa-se á entrada da freguesia de Santa Cruz da Trapa, concelho de S. Pedro do Sul, este belo mosteiro em ruinas. O Solar dos Malafaias, ou Solar da Gralheira, data do séc. XVIII. O último proprietário, Joaquim Teles de Malafaia, desgostoso com a construção de uma estrada mesmo junto ao solar, abandonou-o e mudou-se para um outro solar na região de Serrazes.

Convento de Nossa Senhora do Desterro em Monchique

Situado em Monchique, o Convento de Nossa Senhora do Desterro foi fundando em 1631 por Pedro da Silva, Governador da Índia Portuguesa. Edificado no estilo manuelino, atualmente encontra-se em ruínas.

Convento de Monfurado em Montemor-o-Novo

O Convento de Monfurado foi edificado no séc. XVIII por monges anacoretas. Ao contrário de outras ordens religiosas, neste convento imperou a austeridade material. Foi vitima do decreto de 1834 que extinguiu as ordens religiosas.

Forte de Nossa Senhora da Graça

O Forte de Nossa Senhora da Graça, oficialmente Forte Conde de Lippe (Alcáçova), complementava a defesa da Praça-forte de Elvas. Passou por várias guerras e foi utilizado como prisão militar. Em junho de 2013, foi cedido à Câmara de Elvas para restauro.

Pavilhões do Parque situados no Parque D. Carlos I nas Caldas da Rainha

Os Pavilhões do Parque, situados no Parque D. Carlos I (Caldas da Rainha), nunca serviram o propósito para que foram construidos (1889), o apoio às termas. Albergaram um quartel militar, uma esquadra da polícia e uma escola secundária.

 Pavilhão Carlos Lopes em Lisboa

Inaugurado em 1932 para a Exposição Industrial Portuguesa, o Pavilhão Carlos Lopes (Lisboa) foi adaptado para eventos desportivos em 1946. Em 1984, assume o nome em homenagem ao atleta. Em 2003 foi encerrado e aguarda desde então um projeto que lhe dê novo uso.

A Quinta do Duque em Alpriate, Vila Franca de Xira

A Quinta do Duque situada junto á localidade de Alpriate, Vila Franca de Xira vai buscar o nome aos Duques de Lafões, antigos proprietários. O edifício principal foi dos primeiros a ser construido em Portugal seguindo a traça do neoclassicismo.

Quinta de recreio dos duques de Lafões, este notável conjunto que denota uma campanha neoclássica, inclui, para além do solar residencial, instalações utilitárias e zonas de lazer (apesar de descaracterizado, devido ao abandono a que está sujeito aquele espaço, ainda se vislumbra o original jardim de buxo à francesa).

Palacete Villa Sousa  no Lumiar, Lisboa

Mandado construir por iniciativa de José Carreira de Sousa, com projeto do arq. Manuel Joaquim Norte Júnior, o Palacete Villa Sousa (Lumiar, Lisboa), recebeu em 1912 com o Prémio Valmor. Atualmente em ruínas, mantem apenas a fachada e algumas paredes.

Palacete Rosa Pena em Espinho

Pela dimensão e pelo jogo de volumes, não se fica indiferente ao Palacete Rosa Pena (1930), em Espinho. Apesar do estado de degradação, ainda é possível ver boa parte do trabalho de cantaria das janelas geminadas e a aplicação de frisos e painéis em azulejos.

Palácio do Farrobo em Vila Franca de Xira

Construido no séc. XIX, o Palácio do Farrobo (Vila Franca de Xira), foi pertença do 1º conde de Farrobo. O palácio incluía um pequeno teatro onde chegaram a atuar companhias de ópera italianas. Nos dias que correm está em avançado estado de ruína.

Palácio de Midões em Tábua

O Palácio de Midões é uma das construções emblemáticas de Midões (Tábua), pela localização na vila e por estar junto de construções de reconhecido valor. Casa brasonada, pertenceu ao segundo Visconde de Midões. Está em avançado estado de degradação.

Este palácio ocupa a parte central da freguesia de Midões no concelho da Tábua. A data da construção é desconhecida. O bonito Palácio de Midões encontra-se hoje em avançado estado de degradação.

Palácio da Azambuja na foz da Vale da Azambuja

O Palácio da Azambuja situa-se na foz da Vala da Azambuja. Mandado construir pela Rainha D. Maria I, fazia as funções de estalagem e controlo de tráfego de passageiros e mercadorias que circulavam pela Vala Real, entre Lisboa e Constância.

Casa do Relógio ou Casa Manuelina no Porto

A Casa do Relógio, também conhecida por Casa Manuelina, está localizada na foz do Douro, no Porto. Mandada construir pelo republicano Arthur Jorge Guimarães, a casa foi traçada por José Teixeira Lopes. Nela são visíveis vários símbolos da nacionalidade lusitana.

Palácio do Rei do lixo ou Torre do Inferno – Coina

Esta estranha torre escontra-se situada na freguesia de Coina e é um marco da região. Foi mandada construir por Manuel Martins Gomes Júnior , conhecido como Rei do lixo, de forma a mostrar a sua grandiosidade. Há quem diga que ele construiu o palácio para que conseguisse avistar a propriedade que possuía em Alcácer do Sal.

Sanatório do Caramulo – Tondela

Este é um dos 19 Sanatórios situados no Caramulo. O Caramulo, como estância Sanatorial, foi criado em 1921 (a única vila portuguesa criada de raiz) e foi a primeira vila a dispor de saneamento básico e electricidade. Esta “Vila sanatorial”, criada pelo médico Jerónimo de Lacerda, nasceu com a finalidade de tratar doentes com tuberculose.

Castelo da Dona Chica – Braga

Este belíssimo castelo foi mandado construir por Francisca Peixoto de Sousa em 1915, no entanto as obras arrastaram-se por décadas. e foram inúmeros os proprietários desta mansão.

Casa dos Ingleses – Moita

Uma bonita casa agrícola com capela e praia privativa, que pertenceu a uma família inglesa. Hoje está completamente abandonada.

Hotel Monte Palace – S. Miguel, Açores

Este “hotel” está situado nas Sete Cidades, em S. Miguel. Foi o primeiro hotel 5* da Ilha, e apesar da sua beleza e grandiosidade, teve pouco tempo aberto. Abriu em 1984 e fechou portas dois anos depois.

Casa do Professor ou Quinta do Parreira – Oliveira de Azeméis

Uma casa lindíssima, que teve vários proprietários ao longo dos anos. Os nomes pela qual é conhecida deve-se a dois dos seus proprietários.
A Casa do Professor, ou Quinta do Parreira, foi buscar o seu nome a antigos proprietários. Com uma fachada revestida a azulejos e interiores com dimensões e decoração de fazer inveja a muitas casas nobres, este edifico está hoje em total abandono.

Convento de S. Francisco do Monte – Viana do Castelo

Este convento situa-se na freguesia de Santa Maria Maior, em Viana do Castelo. Foi um dos três primeiros conventos da Ordem dos Frades Menores a ser erguido.
Hoje encontra-se como pode ver na imagem abaixo.

Convento de Seiça – Figueira da Foz

Mandado construir por D. Afonso Henriques em 1175, em louvor à Virgem Maria devido a um milagre recebido junto da capelinha de Nossa Senhora de Seiça.
D. Afonso Henriques morreu sem ver finalizada a construção do convento.

Fábricas de tecidos e de papel em Crestuma – Vila Nova de Gaia

Na freguesia de Crestuma, Vila Nova de Gaia, existiram, nos séc. XIX e XX, numerosas fábricas de tecidos e de papel. A unidade fabril da Companhia de Fiação de Crestuma foi uma delas, atualmente votada ao abandono.

Chalet da Condessa d’Edla (restaurado) – Sintra

Este bonito Chalet foi mandado construir em 1864 pelo rei D. Fernando II (também responsável pela reconstrução do Palácio da Pena) e a sua segunda esposa, Elise Hensler – Condessa d’Edla.
O edifício encontrava-se em estado avançado de degradação quando em 2007 se iniciaram as obras de reabilitação.

…Entretanto restaurada:

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