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Poço Azul – Praia Fluvial Selvagem perto de Santa Cruz da Trapa

Placa Poço Azul

Os poços naturais são muito frequentes por estas zonas, neste caso vamos falar do Poço Azul, que é um dos mais bonitos e de excelente acessibilidade para quem gosta deste tipo de praias fluviais naturais em que a natureza é que molda a zona envolvente. Aproveita para dar um banho nas águas cristalinas e bastante frias ribeira da Landeira, um dos afluentes do Rio Teixeira.

Vídeo do Poço Azul

Para quem vem pela N227 direção Vale de Cambra – São Pedro do Sul antes de chegar á localidade de Santa Cruz da Trapa vire á esquerda em direção a Sabrosa, Dianteiro, e aqui já tem indicação do Poço Azul. Se vier na direção contrária vire á direita e passado uns 1200m está no largo onde poderá deixar o carro. Nesta zona tem um largo com uma presa em que pode deixar a sua viatura e depois seguir a pé descendo bastante até chegar ao referido Poço Azul.

O Poço Azul localizado na aldeia de Sabrosa, a cerca de 4 Km de Santa Cruz da Trapa é um excelente local para ir a banhos em água pura e límpida do Ribeira da Landeira, afluente do Rio Vouga. Só poderá levar o carro até á entrada do caminho empedrado que fica a cerca de 500m do poço. Estas são as coordenadas GPS: 40.780992, -8.165206 ou 40°46’51.6″N 8°09’54.7″W

O Poço Azul é um local de rara beleza, que alia as águas cristalinas da ribeira da Landeira às rochas graníticas polidas pela erosão milenar, numa harmonia perfeita para os sentidos. A pequena queda de a água que aqui ocorre cria uma piscina natural muito procurada pelos banhistas. Aqui também encontra um parque de merendas e vários bancos para aproveitar a sombra e a beleza do poço azul, ou simplesmente ouvir a água a correr.

Pode saber a previsão do tempo que vai fazer no Poço Azul para os próximos 7 dias á direita.

O bosque ribeirinho bem constituído e o carvalhal proporcionam sombra todo o pro ano, completando o quadro idílico que aqui se pode viver.

O poço Azul é também um paraíso para a biodiversidade. A rara borboleta apatura-pequena faz deste vale a sua casa, presenteando-nos com as suas cores surpreendentes em tons de violeta. Nas quedas de água e rápidos, o melro-de-água alimenta-se dos numerosos macroinvertebrados que povoam estas águas.

Na encosta, alguns azevinhos pontuam o sub-bosque, e as esporas-bravas abundam nas margens dos caminhos. Estas espécies são características dos rios de montanha e de florestas com grande valor para
a conservação da natureza. Destas algumas são protegidas na Europa (azevinho e narciso), outras são muito raras (apatura), e outras são ainda indicadoras de ecossistemas bem conservados (gaiteiro-azul, licranço e salamandra).

O narciso-das-turfeiras aproveita os solos profundos e escuros junto ao rio para crescer. Nos carvalhais, a salamandra-de-pintas-amarelas e o licranço alimentam-se de pequenos invertebrados. A libelinha gaiteiro-azul espreita entre a folhagem dos amieiros, com os seus tons em verde (fêmea) e azul (macho) metálico.

Imagens do Poço Azul e sua envolvente

           
           
 
   
       
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