
Os poços naturais são muito frequentes por estas zonas, neste caso vamos falar do Poço Azul, que é um dos mais bonitos e de excelente acessibilidade para quem gosta deste tipo de praias fluviais naturais em que a natureza é que molda a zona envolvente. Aproveita para dar um banho nas águas cristalinas e bastante frias ribeira da Landeira, um dos afluentes do Rio Teixeira.
Vídeo do Poço Azul
O Poço Azul localizado na aldeia de Sabrosa, a cerca de 4 Km de Santa Cruz da Trapa é um excelente local para ir a banhos em água pura e límpida do Ribeira da Landeira, afluente do Rio Vouga. Só poderá levar o carro até á entrada do caminho empedrado que fica a cerca de 500m do poço. Estas são as coordenadas GPS: 40.780992, -8.165206 ou 40°46’51.6″N 8°09’54.7″W
O Poço Azul é um local de rara beleza, que alia as águas cristalinas da ribeira da Landeira às rochas graníticas polidas pela erosão milenar, numa harmonia perfeita para os sentidos. A pequena queda de a água que aqui ocorre cria uma piscina natural muito procurada pelos banhistas. Aqui também encontra um parque de merendas e vários bancos para aproveitar a sombra e a beleza do poço azul, ou simplesmente ouvir a água a correr.
Pode saber a previsão do tempo que vai fazer no Poço Azul para os próximos 7 dias á direita.
O bosque ribeirinho bem constituído e o carvalhal proporcionam sombra todo o pro ano, completando o quadro idílico que aqui se pode viver.
O poço Azul é também um paraíso para a biodiversidade. A rara borboleta apatura-pequena faz deste vale a sua casa, presenteando-nos com as suas cores surpreendentes em tons de violeta. Nas quedas de água e rápidos, o melro-de-água alimenta-se dos numerosos macroinvertebrados que povoam estas águas.
Na encosta, alguns azevinhos pontuam o sub-bosque, e as esporas-bravas abundam nas margens dos caminhos. Estas espécies são características dos rios de montanha e de florestas com grande valor para
a conservação da natureza. Destas algumas são protegidas na Europa (azevinho e narciso), outras são muito raras (apatura), e outras são ainda indicadoras de ecossistemas bem conservados (gaiteiro-azul, licranço e salamandra).
O narciso-das-turfeiras aproveita os solos profundos e escuros junto ao rio para crescer. Nos carvalhais, a salamandra-de-pintas-amarelas e o licranço alimentam-se de pequenos invertebrados. A libelinha gaiteiro-azul espreita entre a folhagem dos amieiros, com os seus tons em verde (fêmea) e azul (macho) metálico.
